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Turismo no Tocantins

Tocantins

O Estado do Tocantins é consagrado como um dos mais belos destinos do Brasil, por abrigar regiões turísticas que encantam visitantes de todo o mundo: encantos do Jalapão, com dunas de areias e lagoas de águas cristalinas; a Região Serras Gerais e suas cidades históricas que nos levam a um passeio pelo Brasil colonial; Ilha do Bananal, a maior ilha fluvial do mundo; Lagos e Praias do Cantão, onde o rio Araguaia proporciona um espetáculo a parte; e Região Serras e Lago, que combina belezas naturais e modernidade em um só roteiro, turismo aqui é natural.

Criado em 1988 pela Assembleia Nacional Constituinte, o Tocantins é o mais novo dos 26 estados do Brasil. Localiza-se na região Norte, exatamente no centro geográfico do país, condição que lhe possibilita fazer limites com estados do Nordeste, Centro-Oeste e do próprio Norte.

Na maior parte, o território do Tocantins é formado por planícies e ou áreas suavemente onduladas, estendendo-se por imensos planaltos e chapadões, o que constitui pouca variação altímétrica se comparado com a maioria dos outros estados. Assim, o ponto mais elevado do Tocantins é a Serra das Traíras, com altitude máxima de 1.340 metros.

Em termos de vegetação, o Tocantins é um dos nove estados que formam a região Amazônica. Sua vegetação de cerrado (87% do território) divide espaço, sobretudo, com a floresta de transição amazônica.

Mais da metade do território do Estado (50,25%) são áreas de preservação, unidades de conservação e bacias hídricas, onde se incluem santuários naturais como a Ilha do Bananal (a maior ilha fluvial do mundo) e os parques estaduais do Cantão, do Jalapão, do Lajeado e o Monumento Nacional das Árvores Fossilizadas, entre outros. No Cantão, três importantes ecossistemas chegam a encontrar-se: o amazônico, o pantaneiro e o cerrado.

Só em reservas indígenas, totalizam-se 2 milhões de hectares protegidos, onde uma população de 10 mil indígenas preserva suas tradições, seus costumes e crenças. No Tocantins existem sete etnias (Karajá, Xambioá, Javaé, Xerente, krahô Canela, Apinajè e Pankararú), distribuídas em 82 aldeias.

Principais rios: Tocantins, Araguaia (que juntos formam a maior bacia hidrográfica inteiramente situada em território brasileiro), do Sono, das Balsas, Paranã e Manuel Alves. Todos rios perenes, o que contribui para que o Tocantins seja considerado um dos 5 estados mais ricos em água do país.

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Bruno Huberman

Rio Tocantins na divisa com Maranhão

Parque Estadual do Jalapão

Aventura bem ao estilo “Indiana Jones” é o que espera o turista no Parque Estadual do Jalapão. Esqueça o celular, o sinal está longe daqui. Essa é uma viagem cheia de desafios, em cenários rústicos e inacreditáveis. A vegetação, parecida às savanas africanas, é um misto de cerrado e de caatinga. De repente, vê-se grandes extensões de areia na cor dourada, como a um deserto, o deserto de Jalapão. Dunas fantásticas, que chegam aos 30 metros de altura, surgem ao sabor do vento. Como se não bastasse, acrescenta-se a toda essa diversidade de cenários, as cachoeiras de todos os tipos, que formam piscinas naturais e cristalinas. Quando seguem em corredeiras, é possível se aventurar nos esportes náuticos. Ainda existem os grandes chapadões, com suas diferentes formações rochosas e multicoloridas. Quanta exuberância! O Jalapão se parece a uma pintura. O difícil acesso ao parque aguça ainda mais o instinto do aventureiro.

Bico do Papagaio

Quando os rios Tocantins e Araguaia se encontram , no extremo norte do Estado, há um lugar conhecido como Bico do Papagaio. Dez cidades estão nessa região à espera de turistas que buscam aventura e ecoturismo. A cidade mais populosa é Araguatins, onde belas praias fluviais banhadas pelo Rio Araguaia fazem o maior sucesso no verão. Mas é em Esperantina, no encontro dos Rios Araguaia e Tocantins, que o espetáculo acontece. A presença do bioma amazônico se faz percebida em praias de areia branca e de vegetação preservada.

Parque Estadual do Cantão

Bem no canto do Tocantins, na divisa do Pará, mora a mais perfeita tradução da sintonia entre a flora e a fauna. O Parque Estadual do Cantão, cortado por rios, lagos e canais virgens são um encanto de lugar. Quase intocado, o cerrado, o pantanal e a floresta amazônica abrigam inúmeras espécies de animais protegidos pela reserva do parque. Jacarés, Iguanas, Seriemas e Emas, assim como outros animais estão à salvo.

É por aqui que o turista pode avistar um golfinho de água doce, ou um boto cor-de-rosa. Diz a lenda que o boto é conhecido no folclore amazônico por se transformar em homem durante a noite, para conquistar o coração das mulheres ao amanhecer. Bem diferente das histórias de homens-boto conquistadores e galanteadores, os botos que cruzam o Rio Araguaia são tímidos e surgem à superfície apenas para respirar, sem exibição de piruetas ou de qualquer mágica. Mas eles são encantadores!

A região do Cantão também conta com lagos e praias fluviais de tirar o fôlego. Destaque para Araguacema, Caseara, Lagoa da Confusão e Pium. Cenários de rara beleza!

Quando as águas dos rios Tocantins e Araguaia baixam, entre os meses de junho e Setembro, surgem as ilhotas com lindas praias. É o verão tocantinense!

Ilha do Bananal

É no Tocantins que se encontra também a maior ilha fluvial do mundo conhecida como Ilha do Bananal. Parte da exótica ilha fica submersa durante a cheia dos Rios Araguaia e Javaés.

A ilha também é conhecida por ser um dos mais importantes recantos ecológicos do Brasil e abriga o Parque Nacional do Araguaia. Sua população é, em sua maioria, de indígenas, com cerca de 15 tribos que habitam na região.

A biodiversidade da ilha é o que mais atrai aos turistas, que podem ver onças-pintadas, jacarés-tinga, jacarés-açu, tartarugas-da-amazônia, jiboias, além de peixes como, o tucunaré, piranhas e pirarucus. A pesca esportiva é autorizada na ilha, mas a entrada depende da autorização do Ibama.

Praias

O Estado do Tocantins é banhado pelos Rios Araguaia e Tocantins, que oferecem belas praias fluviais de água doce, repletas de turistas durante o verão, principalmente nas férias de Julho. Acampamentos são armados nas areias, alguns com conforto e infraestrutura de um hotel.

Praia da Gaivota
Bem no meio do leito do Rio Araguaia, está a ilha da Gaivota, que se exibe em enormes extensões de praia, nas épocas de seca. A ilha pode ser observada da cidade de Araguacema, divisa com o Pará, no oeste do Tocantins.

 Praia da Tartaruga
Já no sul do Tocantins, em Peixe, como o próprio nome diz, é a praia da desova das tartarugas no mês de Setembro. Muito badalada, os veraneios movimentam a cidade, que possui certa infraestrutura para receber os visitantes. Para quem aprecia os campings, há hospedagem na praia em áreas privadas que, a valores módicos, dá ao hóspede um certo conforto, como: equipe de apoio ao turista e com café da manhã, duas refeições, refrigerante, água, chuveiro elétrico e banheiro privado.

Praia da Ilha Grande
Essa é uma das praias de Araguanã, norte do Tocantins, uma campeã na preferência dos turistas, que adoram montar grandes acampamentos, muitos com excelente infraestrutura. Na imensidão de areia que se forma na Praia da Ilha Grande, amigos se juntam para ver o por do sol, tocar violão e cantar, e esperar o nascer da lua brilhante e linda! Um show!

Praia do Escapole
Ainda em Araguanã, quando se trata de festa, os turistas migram para perto de Xambioá, mais precisamente na Praia do Escapole, atrás do som de um funk que nasceu aqui e ganhou o Brasil. O som vem de um barco ancorado e que serve de boite aos moradores e visitantes. As festas fervem e o divertido é que quando a maré sobe, entra água no barco. Por isso se chama “Titanic”, que ganhou fama nacional com o funk “Dança do Titanic”, do DJ Osman.

Festa de Nossa Senhora da Natividade

As manifestações culturais no Tocantins estão quase sempre atreladas às festas em comemoração aos santos da igreja Católica. A festa de Nossa Senhora da Natividade é uma celebração tipicamente religiosa. A devoção a Nossa Senhora e a história da sua imagem existente em Natividade, onde é festejada há quase três séculos, no dia 8 de setembro, motivaram a eleição desta como Padroeira do Tocantins. A festa à Padroeira Nossa Senhora da Natividade acontece de 30 de agosto a 8 de setembro. Durante os festejos, acontece o novenário e são montadas barracas onde se fazem leilões. É celebrada missa solene no dia dedicado à santa. As comemorações acontecem na igreja matriz de Natividade, uma das mais antigas do Estado, datada de 1759.

Festa do Divino Espírito Santo

A folia do Divino é uma manifestação que anuncia a presença do Espírito Santo, através da romaria e do giro da folia do divino.

Representando as andanças de Jesus Cristo e seus 12 apóstolos, um grupo de homens montados a cavalo, conduzido por um alferes, faz uma jornada pelo sertão durante 40 dias. Neste período, eles percorrem as casas dos lavradores, abençoando as famílias e convidando a todos para a festa da hóstia consagrada, cuja data se aproxima. Durante este giro pelo sertão, os foliões também recolhem donativos para a festa.

Já na romaria, numa peregrinação religiosa, os fiéis conduzem a bandeira do Divino Espírito Santo.

Festejos de Nossa Senhora do Rosário

A cidade de Monte do Carmo, nascida arraial do Carmo, foi fundada em 1746, em função das minas de ouro, e fica a 89 Km de Palmas. Realizada todos os anos, no mês de julho, os festejos de Nossa Senhora do Rosário, Nossa Senhora do Carmo e Divino Espírito Santo. A festividade secular mistura fé e folclore, através de uma série de rituais que reúnem costumes religiosos dos brancos europeus e dos negros africanos, o que transforma a festa em uma atração única, mantida com fidelidade pela população local.

Há informações de que essas manifestações, ainda hoje realizadas em datas específicas, com o passar do tempo foram se juntando e passando a ser comemoradas no período de 7 a 18 de julho. Nossa Senhora do Carmo, padroeira da cidade, celebrada em 16 de julho, trouxe para sua festa as comemorações ao Divino Espírito Santo e Senhora do Rosário. Acredita-se que isso aconteceu devido às dificuldades da população do sertão em ir às festas em datas diversas e da falta de padres para as celebrações. É possível afirmar que essa junção tenha acontecido há pelo menos 80 anos.

Roda de São Gonçalo

Conta a lenda que São Gonçalo reunia em Amarante, Portugal, várias mulheres que durante uma semana dançavam até a exaustão. O objetivo do santo era extenuar as mulheres para que no Domingo, dia do Senhor, elas ficassem em repouso e isentas de pecado. A lenda conta ainda que o santo tocava viola para as mulheres dançarem.

No Brasil, a devoção a São Gonçalo vem desde a época do descobrimento. O seu culto deu origem à dança de São Gonçalo, cuja referência mais antiga data de 1718, quando na Bahia assistiu-se a um festejo com uma dança dentro da igreja. No final, os bailarinos tomaram a imagem do santo e dançaram com ela, sucedendo-se os devotos. Essa dança foi proibida logo em seguida pelo Conde de Sabugosa, por associa-lá às festas que se costumavam fazer pelas ruas em dia de São Gonçalo, com homens brancos, mulheres, meninos e negros com violas, pandeiros e adufes dando vivas a São Gonçalo.

São Gonçalo tem, para os seus devotos, a tradição de santo casamenteiro. Inicialmente, a dança tinha um caráter erótico, que com o tempo foi desaparecendo, permanecendo apenas o aspecto religioso.

Em Arraias, no sul do Estado, a dança de São Gonçalo é chamada de roda, e sempre é dançada em pagamento a uma promessa por mulheres em pares, vestidas de branco, com fitas vermelhas colocadas do ombro direito até a cintura. Nas mãos carregam arcos de madeira, enfeitados com flores de papel e iluminados com pavios feitos de cera de abelha. Também participam do ritual dois homens vestidos de branco com fitas vermelhas traspassadas. Os homens tocam viola e tem a função de acompanhar as dançarinas para que estas não se percam nas evoluções da dança.

Os violeiros entoam versos em louvor a São Gonçalo, que fica colocado num altar preparado exclusivamente para a festa, em frente ao qual se faz as evoluções da roda. Acompanha, ainda, a roda de São Gonçalo, um cruzeiro todo iluminado, colocado próximo ao altar.

Romaria do Bonfim

Pelos milhares de fiéis que atrai anualmente, a Romaria do Bonfim é a manifestação religiosa mais popular do estado do Tocantins, celebrada nos municípios de Natividade, na região sudeste, e em Araguacema, no sudoeste.
Em Natividade, a celebração à imagem do Cristo crucificado já dura quase 200 anos e costuma atrair mais de 50 mil pessoas, do Tocantins e de diversos estados brasileiros. Realizada sempre na primeira quinzena do mês de agosto, as comemorações duram mais de 10 dias. Para chegar até o pequeno povoado onde acontecem os louvores, muitos fiés seguem em peregrinação, durante noites e dias seguidos.

No município de Araguacema, a Romaria do Bonfim teve inicio em 1932 e costuma reunir cerca de 10 mil pessoas, do Tocantins e do Sul do Pará.

Nos dois municípios, a peregrinação surgiu a partir de imagens de Cristo encontradas, por acaso, no meio de matas.

Sússia e Jiquitaia

O som agitado da sússia, marcado pelo ritmo dos tambores e cuícas, conduz homens mulheres a uma espécie de bailado, em que giram em círculos. São características que levam a crer que esta dança folclórica tenha origem no período de escravidão.

A sússia está presente em todas as regiões do Estado (nas cidades de Paranã, Santa Rosa do Tocantins, Monte do Carmo, Natividade, Conceição do Tocantins, Peixe e Tocantinópolis), predominando nas cidades do Sul e Sudeste, regiões onde a influência negra é mais marcante. A Jiquitaia é um passo em que se dança a Sússia.

Aventura bem ao estilo “Indiana Jones” é o que espera o turista no Parque Estadual do Jalapão. Esqueça o celular, o sinal está longe daqui. Essa é uma viagem cheia de desafios, em cenários rústicos e inacreditáveis. A vegetação, parecida às savanas africanas, é um misto de cerrado e de caatinga. De repente, vê-se grandes extensões de areia na cor dourada, como a um deserto, o deserto de Jalapão. Dunas fantásticas, que chegam aos 30 metros de altura, surgem ao sabor do vento. Como se não bastasse, acrescenta-se a toda essa diversidade de cenários, as cachoeiras de todos os tipos, que formam piscinas naturais e cristalinas. Quando seguem em corredeiras, é possível se aventurar nos esportes náuticos. Ainda existem os grandes chapadões, com suas diferentes formações rochosas e multicoloridas. Quanta exuberância! O Jalapão se parece a uma pintura. O difícil acesso ao parque aguça ainda mais o instinto do aventureiro.

Quando os rios Tocantins e Araguaia se encontram , no extremo norte do Estado, há um lugar conhecido como Bico do Papagaio. Dez cidades estão nessa região à espera de turistas que buscam aventura e ecoturismo. A cidade mais populosa é Araguatins, onde belas praias fluviais banhadas pelo Rio Araguaia fazem o maior sucesso no verão. Mas é em Esperantina, no encontro dos Rios Araguaia e Tocantins, que o espetáculo acontece. A presença do bioma amazônico se faz percebida em praias de areia branca e de vegetação preservada.

Bem no canto do Tocantins, na divisa do Pará, mora a mais perfeita tradução da sintonia entre a flora e a fauna. O Parque Estadual do Cantão, cortado por rios, lagos e canais virgens são um encanto de lugar. Quase intocado, o cerrado, o pantanal e a floresta amazônica abrigam inúmeras espécies de animais protegidos pela reserva do parque. Jacarés, Iguanas, Seriemas e Emas, assim como outros animais estão à salvo.

É por aqui que o turista pode avistar um golfinho de água doce, ou um boto cor-de-rosa. Diz a lenda que o boto é conhecido no folclore amazônico por se transformar em homem durante a noite, para conquistar o coração das mulheres ao amanhecer. Bem diferente das histórias de homens-boto conquistadores e galanteadores, os botos que cruzam o Rio Araguaia são tímidos e surgem à superfície apenas para respirar, sem exibição de piruetas ou de qualquer mágica. Mas eles são encantadores!

A região do Cantão também conta com lagos e praias fluviais de tirar o fôlego. Destaque para Araguacema, Caseara, Lagoa da Confusão e Pium. Cenários de rara beleza!

Quando as águas dos rios Tocantins e Araguaia baixam, entre os meses de junho e Setembro, surgem as ilhotas com lindas praias. É o verão tocantinense!

É no Tocantins que se encontra também a maior ilha fluvial do mundo conhecida como Ilha do Bananal. Parte da exótica ilha fica submersa durante a cheia dos Rios Araguaia e Javaés.

A ilha também é conhecida por ser um dos mais importantes recantos ecológicos do Brasil e abriga o Parque Nacional do Araguaia. Sua população é, em sua maioria, de indígenas, com cerca de 15 tribos que habitam na região.

A biodiversidade da ilha é o que mais atrai aos turistas, que podem ver onças-pintadas, jacarés-tinga, jacarés-açu, tartarugas-da-amazônia, jiboias, além de peixes como, o tucunaré, piranhas e pirarucus. A pesca esportiva é autorizada na ilha, mas a entrada depende da autorização do Ibama.

O Estado do Tocantins é banhado pelos Rios Araguaia e Tocantins, que oferecem belas praias fluviais de água doce, repletas de turistas durante o verão, principalmente nas férias de Julho. Acampamentos são armados nas areias, alguns com conforto e infraestrutura de um hotel.

Praia da Gaivota
Bem no meio do leito do Rio Araguaia, está a ilha da Gaivota, que se exibe em enormes extensões de praia, nas épocas de seca. A ilha pode ser observada da cidade de Araguacema, divisa com o Pará, no oeste do Tocantins.

 Praia da Tartaruga
Já no sul do Tocantins, em Peixe, como o próprio nome diz, é a praia da desova das tartarugas no mês de Setembro. Muito badalada, os veraneios movimentam a cidade, que possui certa infraestrutura para receber os visitantes. Para quem aprecia os campings, há hospedagem na praia em áreas privadas que, a valores módicos, dá ao hóspede um certo conforto, como: equipe de apoio ao turista e com café da manhã, duas refeições, refrigerante, água, chuveiro elétrico e banheiro privado.

Praia da Ilha Grande
Essa é uma das praias de Araguanã, norte do Tocantins, uma campeã na preferência dos turistas, que adoram montar grandes acampamentos, muitos com excelente infraestrutura. Na imensidão de areia que se forma na Praia da Ilha Grande, amigos se juntam para ver o por do sol, tocar violão e cantar, e esperar o nascer da lua brilhante e linda! Um show!

Praia do Escapole
Ainda em Araguanã, quando se trata de festa, os turistas migram para perto de Xambioá, mais precisamente na Praia do Escapole, atrás do som de um funk que nasceu aqui e ganhou o Brasil. O som vem de um barco ancorado e que serve de boite aos moradores e visitantes. As festas fervem e o divertido é que quando a maré sobe, entra água no barco. Por isso se chama “Titanic”, que ganhou fama nacional com o funk “Dança do Titanic”, do DJ Osman.

As manifestações culturais no Tocantins estão quase sempre atreladas às festas em comemoração aos santos da igreja Católica. A festa de Nossa Senhora da Natividade é uma celebração tipicamente religiosa. A devoção a Nossa Senhora e a história da sua imagem existente em Natividade, onde é festejada há quase três séculos, no dia 8 de setembro, motivaram a eleição desta como Padroeira do Tocantins. A festa à Padroeira Nossa Senhora da Natividade acontece de 30 de agosto a 8 de setembro. Durante os festejos, acontece o novenário e são montadas barracas onde se fazem leilões. É celebrada missa solene no dia dedicado à santa. As comemorações acontecem na igreja matriz de Natividade, uma das mais antigas do Estado, datada de 1759.

A folia do Divino é uma manifestação que anuncia a presença do Espírito Santo, através da romaria e do giro da folia do divino.

Representando as andanças de Jesus Cristo e seus 12 apóstolos, um grupo de homens montados a cavalo, conduzido por um alferes, faz uma jornada pelo sertão durante 40 dias. Neste período, eles percorrem as casas dos lavradores, abençoando as famílias e convidando a todos para a festa da hóstia consagrada, cuja data se aproxima. Durante este giro pelo sertão, os foliões também recolhem donativos para a festa.

Já na romaria, numa peregrinação religiosa, os fiéis conduzem a bandeira do Divino Espírito Santo.

A cidade de Monte do Carmo, nascida arraial do Carmo, foi fundada em 1746, em função das minas de ouro, e fica a 89 Km de Palmas. Realizada todos os anos, no mês de julho, os festejos de Nossa Senhora do Rosário, Nossa Senhora do Carmo e Divino Espírito Santo. A festividade secular mistura fé e folclore, através de uma série de rituais que reúnem costumes religiosos dos brancos europeus e dos negros africanos, o que transforma a festa em uma atração única, mantida com fidelidade pela população local.

Há informações de que essas manifestações, ainda hoje realizadas em datas específicas, com o passar do tempo foram se juntando e passando a ser comemoradas no período de 7 a 18 de julho. Nossa Senhora do Carmo, padroeira da cidade, celebrada em 16 de julho, trouxe para sua festa as comemorações ao Divino Espírito Santo e Senhora do Rosário. Acredita-se que isso aconteceu devido às dificuldades da população do sertão em ir às festas em datas diversas e da falta de padres para as celebrações. É possível afirmar que essa junção tenha acontecido há pelo menos 80 anos.

Conta a lenda que São Gonçalo reunia em Amarante, Portugal, várias mulheres que durante uma semana dançavam até a exaustão. O objetivo do santo era extenuar as mulheres para que no Domingo, dia do Senhor, elas ficassem em repouso e isentas de pecado. A lenda conta ainda que o santo tocava viola para as mulheres dançarem.

No Brasil, a devoção a São Gonçalo vem desde a época do descobrimento. O seu culto deu origem à dança de São Gonçalo, cuja referência mais antiga data de 1718, quando na Bahia assistiu-se a um festejo com uma dança dentro da igreja. No final, os bailarinos tomaram a imagem do santo e dançaram com ela, sucedendo-se os devotos. Essa dança foi proibida logo em seguida pelo Conde de Sabugosa, por associa-lá às festas que se costumavam fazer pelas ruas em dia de São Gonçalo, com homens brancos, mulheres, meninos e negros com violas, pandeiros e adufes dando vivas a São Gonçalo.

São Gonçalo tem, para os seus devotos, a tradição de santo casamenteiro. Inicialmente, a dança tinha um caráter erótico, que com o tempo foi desaparecendo, permanecendo apenas o aspecto religioso.

Em Arraias, no sul do Estado, a dança de São Gonçalo é chamada de roda, e sempre é dançada em pagamento a uma promessa por mulheres em pares, vestidas de branco, com fitas vermelhas colocadas do ombro direito até a cintura. Nas mãos carregam arcos de madeira, enfeitados com flores de papel e iluminados com pavios feitos de cera de abelha. Também participam do ritual dois homens vestidos de branco com fitas vermelhas traspassadas. Os homens tocam viola e tem a função de acompanhar as dançarinas para que estas não se percam nas evoluções da dança.

Os violeiros entoam versos em louvor a São Gonçalo, que fica colocado num altar preparado exclusivamente para a festa, em frente ao qual se faz as evoluções da roda. Acompanha, ainda, a roda de São Gonçalo, um cruzeiro todo iluminado, colocado próximo ao altar.

Pelos milhares de fiéis que atrai anualmente, a Romaria do Bonfim é a manifestação religiosa mais popular do estado do Tocantins, celebrada nos municípios de Natividade, na região sudeste, e em Araguacema, no sudoeste.
Em Natividade, a celebração à imagem do Cristo crucificado já dura quase 200 anos e costuma atrair mais de 50 mil pessoas, do Tocantins e de diversos estados brasileiros. Realizada sempre na primeira quinzena do mês de agosto, as comemorações duram mais de 10 dias. Para chegar até o pequeno povoado onde acontecem os louvores, muitos fiés seguem em peregrinação, durante noites e dias seguidos.

No município de Araguacema, a Romaria do Bonfim teve inicio em 1932 e costuma reunir cerca de 10 mil pessoas, do Tocantins e do Sul do Pará.

Nos dois municípios, a peregrinação surgiu a partir de imagens de Cristo encontradas, por acaso, no meio de matas.

O som agitado da sússia, marcado pelo ritmo dos tambores e cuícas, conduz homens mulheres a uma espécie de bailado, em que giram em círculos. São características que levam a crer que esta dança folclórica tenha origem no período de escravidão.

A sússia está presente em todas as regiões do Estado (nas cidades de Paranã, Santa Rosa do Tocantins, Monte do Carmo, Natividade, Conceição do Tocantins, Peixe e Tocantinópolis), predominando nas cidades do Sul e Sudeste, regiões onde a influência negra é mais marcante. A Jiquitaia é um passo em que se dança a Sússia.

Colunista

Marcio Vieira / ATN

A Sussia, uma das danças tocantinenses mais tradicionais

Manifestações culturais

Apesar de ser o Estado mais jovem do Brasil, fundado em 1988, o Tocantins possui uma cultura secular que reflete o seu longo processo de formação. Nas danças, cânticos e nas manifestações populares do Estado, pode-se ver, nitidamente, traços da identidade dos negros que aportaram em seu território para trabalhar na exploração do ouro, ainda sob o regime da escravidão. Nos eventos religiosos tradicionais do Estado, que juntam milhares de fiéis, pode-se sentir que o Tocantins carrega a essência da própria formação mística brasileira. Conheça um pouco desta cultura.

A Folia de Reis

A Folia de Reis comemora o nascimento de Jesus Cristo encenando a visita dos três Reis Magos à gruta de Belém para adorar o Menino-Deus. Dados a respeito desta festa afirmam que a sua origem é portuguesa e tinha um caráter de diversão, era a comemoração do nascimento de Cristo.
No Brasil, a Folia de Reis chega no século XVIII, com caráter mais religioso do que de diversão. No Tocantins, os foliões têm o alferes como responsável pela condução da bandeira, que sai pelo sertão “tirando a folia”, ou seja, cantando e colhendo donativos para a reza de Santos Reis, realizada sempre no dia 6 de janeiro.

A Folia de Reis, diferentemente do giro do Divino Espírito Santo, acontece em função de pagamento de promessa pelos devotos e somente à noite. O compromisso pode ser para realizar a folia apenas uma vez ou todos os anos. A folia visita as famílias de amigos e parentes. Os foliões chegam à localidade e se apresentam tocando, cantando e dançando. A família recebe a bandeira, o anfitrião percorre com ela toda a casa, guardando-a em seguida, enquanto aos foliões são servidos bolos, biscoitos e bebidas que os mantêm nas suas andanças pela noite.

Ao se retirarem, o proprietário da casa devolve a bandeira e os foliões agradecem a acolhida, repetindo o gesto da entrada. Quando o dia amanhece, os foliões retornam às suas casas para descansar e, ao anoitecer, retomam as andanças. Quando termina o roteiro da folia, realiza-se a festa de encerramento na residência da pessoa que fez a promessa. Neste momento reza-se o terço, com a presença dos foliões e dos convidados, em frente ao altar ornamentado com flores, toalhas bordadas e a bandeira dos Santos Reis. Em seguida, é servido um jantar com uma mesa especial para os foliões.

A tradição é muito forte. Os mais velhos acreditam serem os Santos Reis os protetores contra a peste, a praga na lavoura e, principalmente, os responsáveis pela prosperidade, pela fartura e por muito dinheiro.

Caretas de Lizarda

Com a intenção de provocar medo nas pessoas e proteger um espaço onde guardam cana-de-açúcar, um grupo de homens cobre o rosto com máscaras. Com isso, se caracterizam como os Caretas de Lizarda. Quem se atrever tentar roubar seus mantimentos leva chicotada dos Caretas, numa manifestação da cultura popular que se assemelha a um espetáculo teatral.

Esta manifestação acontece no município de Lizarda, na região do Jalapão, durante a Semana Santa, na Sexta-Feira da Paixão, seguindo até a madrugada de Sábado da Aleluia.

As máscaras dos caretas são confeccionadas em couro, papel ou cabaça. Já seus cipós (chicotes) são feitos de sola ou trançados de palha de buriti.

A proteção à cana-de-açúcar pode ter relação com a crença da população de que, no calvário, Jesus Cristo foi açoitado com pedaços de cana. Na encenação, os caretas tentariam impedir esse sofrimento.

Catira

A Catira é dançada em círculo. Aos pares, homens e mulheres bailam ao som do barulho produzido por suas mãos e pés, num sapateado compassado. É comum a sússia ser dançada entre os grupos que fazem parte de manifestações religiosas do Estado, como os giros das folias de reis e do Divino Espírito Santo.

Os catireiros são músicos repentistas, que cantam seus poemas ao som do pandeiro, da caixa e da viola.

Cavalhadas

Os combates entre mouros e cristãos pelo domínio da Europa, na Idade Média, inspiraram uma das manifestações folclóricas mais belas do Tocantins: as Cavalhadas, que acontecem no município de Taguatinga, no Sul do Estado, desde 1937.

Em Taguatinga as Cavalhadas foram incorporadas aos festejos da padroeira da cidade, Nossa Senhora da Abadia, e são realizadas nos dias 12 e 13 de agosto.

Nessa data, 24 cavaleiros se dividem entre dois grupos, para reproduzir o antigo combate. Os homens de vermelho representam os mouros. Os de azul, os cristãos. Entre os combatentes, existem as figuras do rei, do embaixador e dos guerreiros.

Todos os combatentes estão devidamente vestidos com capa e cocar com penas coloridas. Os cavalos usam selas cobertas por mantas bordadas e, sobre os olhos dos animais, há uma máscara toda trabalhada em cor prata, enfeitada com penas. Sem dúvida, um grande espetáculo.

Congos e Congadas

De origem africana mas com influência ibérica, o congo já era conhecido em Lisboa entre 1840 e 1850. É popular no Nordeste e Norte do Brasil, durante o Natal e nas festividades de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito.

A congada é a representação da coroação do rei e da rainha eleitos pelos escravos e da chegada da embaixada, que motiva a luta entre o partido do rei e do embaixador. Vence o rei, perdoa-se o embaixador. Termina com o batizado dos infiéis.

Os motivos dramáticos da dança do congo baseiam-se na história da rainha Ginga Bandi, que governou Angola no século XVII. Ela decidiu, certa vez, enviar uma representação atrevida ao rei D. Henrique, de Portugal. Seu filho, o heróico príncipe Suena, é morto durante essa investida. O quimboto (feiticeiro) o ressuscita.

Na dança do congo só os homens participam, cantando músicas que lembram fatos da história de seu país. A congada é composta por doze dançarinos. O vestuário usado pelos componentes do grupo é bem colorido e cada cor tem o seu significado. Azul e branco são as cores de Nossa Senhora do Rosário. O vermelho representa a força divina. Os adornos na cabeça representam a coroa. O xale sobre os ombros representa o manto real.

Em Monte do Carmo, o congo é acompanhado por mulheres, chamadas de taieiras. Essas dançarinas usam trajes semelhantes aos usados pelas escravas que trabalhavam na corte. Trajam blusas quadriculadas em tom de azul e saias brancas rodadas, colares de várias cores e na cabeça turbante branco com uma rosa pendurada. Os dois grupos se apresentam juntos, nas ruas, durante o cortejo do rei e da rainha, na festa de Nossa Senhora do Rosário.

Apesar de ser o Estado mais jovem do Brasil, fundado em 1988, o Tocantins possui uma cultura secular que reflete o seu longo processo de formação. Nas danças, cânticos e nas manifestações populares do Estado, pode-se ver, nitidamente, traços da identidade dos negros que aportaram em seu território para trabalhar na exploração do ouro, ainda sob o regime da escravidão. Nos eventos religiosos tradicionais do Estado, que juntam milhares de fiéis, pode-se sentir que o Tocantins carrega a essência da própria formação mística brasileira. Conheça um pouco desta cultura.

A Folia de Reis comemora o nascimento de Jesus Cristo encenando a visita dos três Reis Magos à gruta de Belém para adorar o Menino-Deus. Dados a respeito desta festa afirmam que a sua origem é portuguesa e tinha um caráter de diversão, era a comemoração do nascimento de Cristo.
No Brasil, a Folia de Reis chega no século XVIII, com caráter mais religioso do que de diversão. No Tocantins, os foliões têm o alferes como responsável pela condução da bandeira, que sai pelo sertão “tirando a folia”, ou seja, cantando e colhendo donativos para a reza de Santos Reis, realizada sempre no dia 6 de janeiro.

A Folia de Reis, diferentemente do giro do Divino Espírito Santo, acontece em função de pagamento de promessa pelos devotos e somente à noite. O compromisso pode ser para realizar a folia apenas uma vez ou todos os anos. A folia visita as famílias de amigos e parentes. Os foliões chegam à localidade e se apresentam tocando, cantando e dançando. A família recebe a bandeira, o anfitrião percorre com ela toda a casa, guardando-a em seguida, enquanto aos foliões são servidos bolos, biscoitos e bebidas que os mantêm nas suas andanças pela noite.

Ao se retirarem, o proprietário da casa devolve a bandeira e os foliões agradecem a acolhida, repetindo o gesto da entrada. Quando o dia amanhece, os foliões retornam às suas casas para descansar e, ao anoitecer, retomam as andanças. Quando termina o roteiro da folia, realiza-se a festa de encerramento na residência da pessoa que fez a promessa. Neste momento reza-se o terço, com a presença dos foliões e dos convidados, em frente ao altar ornamentado com flores, toalhas bordadas e a bandeira dos Santos Reis. Em seguida, é servido um jantar com uma mesa especial para os foliões.

A tradição é muito forte. Os mais velhos acreditam serem os Santos Reis os protetores contra a peste, a praga na lavoura e, principalmente, os responsáveis pela prosperidade, pela fartura e por muito dinheiro.

Com a intenção de provocar medo nas pessoas e proteger um espaço onde guardam cana-de-açúcar, um grupo de homens cobre o rosto com máscaras. Com isso, se caracterizam como os Caretas de Lizarda. Quem se atrever tentar roubar seus mantimentos leva chicotada dos Caretas, numa manifestação da cultura popular que se assemelha a um espetáculo teatral.

Esta manifestação acontece no município de Lizarda, na região do Jalapão, durante a Semana Santa, na Sexta-Feira da Paixão, seguindo até a madrugada de Sábado da Aleluia.

As máscaras dos caretas são confeccionadas em couro, papel ou cabaça. Já seus cipós (chicotes) são feitos de sola ou trançados de palha de buriti.

A proteção à cana-de-açúcar pode ter relação com a crença da população de que, no calvário, Jesus Cristo foi açoitado com pedaços de cana. Na encenação, os caretas tentariam impedir esse sofrimento.

A Catira é dançada em círculo. Aos pares, homens e mulheres bailam ao som do barulho produzido por suas mãos e pés, num sapateado compassado. É comum a sússia ser dançada entre os grupos que fazem parte de manifestações religiosas do Estado, como os giros das folias de reis e do Divino Espírito Santo.

Os catireiros são músicos repentistas, que cantam seus poemas ao som do pandeiro, da caixa e da viola.

Os combates entre mouros e cristãos pelo domínio da Europa, na Idade Média, inspiraram uma das manifestações folclóricas mais belas do Tocantins: as Cavalhadas, que acontecem no município de Taguatinga, no Sul do Estado, desde 1937.

Em Taguatinga as Cavalhadas foram incorporadas aos festejos da padroeira da cidade, Nossa Senhora da Abadia, e são realizadas nos dias 12 e 13 de agosto.

Nessa data, 24 cavaleiros se dividem entre dois grupos, para reproduzir o antigo combate. Os homens de vermelho representam os mouros. Os de azul, os cristãos. Entre os combatentes, existem as figuras do rei, do embaixador e dos guerreiros.

Todos os combatentes estão devidamente vestidos com capa e cocar com penas coloridas. Os cavalos usam selas cobertas por mantas bordadas e, sobre os olhos dos animais, há uma máscara toda trabalhada em cor prata, enfeitada com penas. Sem dúvida, um grande espetáculo.

De origem africana mas com influência ibérica, o congo já era conhecido em Lisboa entre 1840 e 1850. É popular no Nordeste e Norte do Brasil, durante o Natal e nas festividades de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito.

A congada é a representação da coroação do rei e da rainha eleitos pelos escravos e da chegada da embaixada, que motiva a luta entre o partido do rei e do embaixador. Vence o rei, perdoa-se o embaixador. Termina com o batizado dos infiéis.

Os motivos dramáticos da dança do congo baseiam-se na história da rainha Ginga Bandi, que governou Angola no século XVII. Ela decidiu, certa vez, enviar uma representação atrevida ao rei D. Henrique, de Portugal. Seu filho, o heróico príncipe Suena, é morto durante essa investida. O quimboto (feiticeiro) o ressuscita.

Na dança do congo só os homens participam, cantando músicas que lembram fatos da história de seu país. A congada é composta por doze dançarinos. O vestuário usado pelos componentes do grupo é bem colorido e cada cor tem o seu significado. Azul e branco são as cores de Nossa Senhora do Rosário. O vermelho representa a força divina. Os adornos na cabeça representam a coroa. O xale sobre os ombros representa o manto real.

Em Monte do Carmo, o congo é acompanhado por mulheres, chamadas de taieiras. Essas dançarinas usam trajes semelhantes aos usados pelas escravas que trabalhavam na corte. Trajam blusas quadriculadas em tom de azul e saias brancas rodadas, colares de várias cores e na cabeça turbante branco com uma rosa pendurada. Os dois grupos se apresentam juntos, nas ruas, durante o cortejo do rei e da rainha, na festa de Nossa Senhora do Rosário.

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