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Turismo no Piauí

Delícias e sabores inesquecíveis esperam por você no Piauí. Qualquer que seja o seu desejo de lazer e entretenimento, sozinho, com a família ou na companhia de amigos, o Piauí é o destino certo.

As expressões da cultura popular piauiense possuem raízes que remontam a períodos anteriores à colonização. O Piauí guarda, em uma caixinha de madeira envelhecida, decorada com renda e forrada de chita, algumas tradições bem antigas: basta andar pelo interior e descobrir pessoas passando histórias como antigamente em praças ou saindo às ruas para assistir à pessoas mascaradas, fantasiadas e bem coloridas para festejar o dia dos Santos Reis.

Piauí

Cachoeira do Salto Liso – Pedro II

A fauna piauiense é rica e diversificada, e abriga, para citar alguns exemplos, dezenas de espécimes de aves, grandes roedores (como o caso da Capivara), felinos de médio porte, como a jaguatirica, tatus na caatinga e caranguejos no litoral e no Delta – o maior a céu aberto das Américas, com cerca de 90 ilhas.
Seu extremo norte é banhado pelo Oceano Atlântico e sua vegetação predominante é a caatinga, sendo que em algumas áreas tem vegetação bastante típica: como os abundantes carnaubais em Campo Maior, mangues e vegetação de praia na orla e caatinga mais ao Sudeste do Estado. Foi nesta caatinga, aliás, que surgiu o Primeiro Homem Americano, há mais tempo do que se supunha. Os últimos estudos apontam para um passado ainda mais distante, não deixando dúvidas a respeito de o Piauí realmente ter abrigado o primeiro habitante das Américas.
Delícias e sabores inesquecíveis esperam por você no Piauí. No Estado onde o coentro substitui a salsinha e a bebida típica é feita de Caju, o paladar é marcante, numa verdadeira experiência gastronômica, que pode passear pela Maria Isabel, carne de sol, macaxeira frita, sarapatel, paçoca até à panelada. Programar almoços e jantares em restaurantes de comidas típicas, sem esquecer-se de pedir uma Cajuína bem gelada, é altamente recomendado!

Dono de metade das águas subterrâneas de boa qualidade existentes no Nordeste, o Piauí aparece, junto com Maranhão e Bahia, como o estado nordestino mais vocacionado para irrigação. Isso se deve principalmente às suas extensas bacias de rios perenes ou com possibilidade de perenização de quase todos os rios temporários. O Piauí conta com mais de 140 rios, e quase todos deságuam no Parnaíba, perfazendo juntos mais de cinco mil quilômetros de extensão. Mais de 100 lagoas enriquecem e embelezam o conjunto dos recursos naturais do Piauí. O lençol de águas subterrâneas, considerado um dos maiores do mundo, vem complementar a justificativa que torna o Piauí um estado excelente para irrigação.

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Colunista

As expressões da cultura popular piauiense possuem raízes que remontam a períodos anteriores à colonização. O Piauí guarda, em uma caixinha de madeira envelhecida, decorada com renda e forrada de chita, algumas tradições bem antigas: basta andar pelo interior e descobrir pessoas passando histórias como antigamente em praças ou saindo às ruas para assistir à pessoas mascaradas, fantasiadas e bem coloridas para festejar o dia dos Santos Reis.

Cultura

As manifestações populares do Piauí possuem características próprias, fundamentadas e buscadas na criação do gado, na agricultura, no povoamento e no modo de viver.
As manifestações populares do Piauí possuem características próprias, fundamentadas e buscadas na criação do gado, na agricultura, no povoamento e no modo de viver. Para sua diversificação, de muito valeram a influência portuguesa, africana, indígena e sírio-libanesa.

A literatura retrata as peculiaridades do povo, abrangendo o cordel, os provérbios, os contos, as adivinhas, o romance, os apelidos e as lendas. A pintura, num processo de criatividade e expressividade plástica, expõe a dimensão do homem, o seu ambiente e o seu universo cultural. Na escultura, o homem e a religiosidade expressionista estão presentes. As danças e os folguedos populares enriquecem o folclore. O artesanato possui características utilitárias, com peças em madeira, argila, fios de algodão, couro, fibras, palhas e cipós, cuja utilização de matérias-primas locais representa uma característica fundamental para a sua existência. A arte popular piauiense é, sem dúvida, rica, abundante e criativa.

Artesanato

A matéria-prima utilizada no artesanato é abundante e variada. São as fibras e palhas de buriti, babaçu, carnaúba, tucum, piaçaba, caroá, taboa, agave, além de grande variedade de cipós, de taquara e outros elementos naturais. A madeira é de excelente qualidade e a argila apresenta cores e tipos diversos.

Em toda a extensão territorial piauiense, é visível as potencialidades naturais aproveitadas na confecção de produtos artesanais. Conheça algumas das matérias-primas encontradas em abundância no estado:

Fibras: representam a matéria-prima mais utilizada pelo artesanato piauiense, notadamente trançados e tecelagem. Madeira: piquizeiro, violeta, pau d’arco, gameleira, cangalheiro e cedro. Estes vegetais são verdadeiras riquezas para o artesão piauiense.

Opala: pedra lapidada artesanalmente para uso em colares, anéis e brincos, encontrada em Pedro II, a 200 quilômetros de Teresina.

Argila: de boa qualidade, produz excelentes objetos de arte decorativa e utilitária. Em Teresina, o bairro Poti Velho concentra a melhor representação do artesanato em barro, preparado em fornos caseiros.

Couro: representa potencialmente a única atividade artesanal que utiliza matéria-prima animal. A partir dele é confeccionado o mais tradicional traje nordestino, o do vaqueiro. Com sua vestimenta completa em couro cru, constitui, por intermédio de muitos artesãos da zona rural, a resistência de uma cultura viva, cuja herança histórica se firma na criação de gado, que já deu ao Piauí a condição de maior produtor do país.

Outros artefatos populares são produzidos como bens utilitários, destacando-se a cestaria, os trançados e a cerâmica, os quais têm se mantido por gerações. São exemplos o surrão para armazenar grãos, as cestas, as bolsas, os potes ou as quartinhas para armazenar água. Esses produtos têm possibilitado a melhoria das condições de vida de muitos artesãos.

Cachaça

Se você aprecia uma boa cachaça, encontrou o lugar certo no Piauí. Nos fins de tarde. Um bom papo com os amigos, alguns goles, um tira-gosto maneiro, a promessa de bons momentos e o mundo se abre para o final de semana. Em um barzinho qualquer dos inúmeros que Teresina oferece o encontro é sagrado. Alguém meterá a mão no bolso e retirará um umbu quase maduro – fruta cítrica e deliciosa de que os quintais do Piauí são fartos. Aquela frutinha deverá fazer jus a umas três quem sabe quatro doses, boas doses. Talvez mais. Uma talagada, uma mordidinha; uma talagada, uma mordidinha. E assim vai o papo se arrastando. O tempo passa que ninguém nota. Mas todos se divertem com um dos mais fascinantes hábitos culturais dos piauienses – a cachaça.

Cachaça no Piauí é um assunto dominante. Por todo canto existem os que a apreciam, os que a colecionam, os que a degustam como se obedecessem a um ritual só visto entre os enólogos. Alguns a preferem gelada; outros ao natural; e outros servida em coquinhos, que a acrescentam um sabor especial, ou ainda misturada com sumo de limão e açúcar.

Olham-na contra a luz, apreciam a textura e a transparência, ou a veem encorpada, amarelada, às vezes azulada. Essas formas especiais servem para estabelecer um respeito mútuo entre o degustador e esse líquido precioso. É como se existisse uma cumplicidade do fundo da alma, um agradecimento em forma de hino de amor, acalmando os nervos, o estresse do dia-a-dia, as irritações urbanas que os acometem diariamente. Brindar é sempre agradável, e os melhores brindes são feitos em mesas de bar, depois do expediente, antes do jantar, até que o bom degustador seja conduzido aos braços de quem o aguarda. Um brinde aos amigos, os rotineiros e os novos que acabam de nos brindar com suas visitas.

Danças

Cavalo Piancó: É uma dança característica da cidade de Amarante, com uma coreografia que imita o trote de um cavalo manco. Cavalheiros e damas, distribuídos aos pares, formam um círculo e trotam de todas as formas, ora em compassos, ora apressadamente, trocando os pares e batendo firme no chão com o pé esquerdo.

Congos de Oeiras: Embora a tradição da Dança do Congo tenha chegado ao Piauí através dos negros que vieram do Pará, a sua origem é africana, do estado que lhe empresta o nome. Conta a história de um rei que recebe a visita de um embaixador de outro país e o convence a fazer uma louvação a Nossa Senhora do Rosário e a São Benedito, santos de devoção dos pobres e humildes. A encenação abre com a entrada do rei, que ocupa o trono, seguido por seu ordenança, enquanto os demais integrantes chegam para formar duas filas, um de frente para a outra e compostas de média de 6 personagens cada, com um estandarte à frente anunciando a dança. Entoam cantos de louvor com maracás, tambores, pandeiros e guisos, rodopiando para destacar as longas saias que usam e exibindo imagens dos santos. A indumentária dos dançadores é toda em cetim branco, com uma cinta branca e detalhes em vermelho e azul, finas fitas douradas e chapéus em forma de cone, com graciosos desenhos coloridos. O rei veste vermelho, com uma coroa amarelo-ouro, e o seu ordenança usa blusa azul, calça vermelha e uma espada ao lado. A dança se fixou na cidade de Oeiras. Depois de algum tempo no esquecimento, voltou na década do 80 pelo bairro do Rosário, exatamente onde a santa tem uma legião de devotos. Os homens se vestem de mulher e se pintam com maquiagens (batom, sombra nos olhos e rouge) porque, no princípio, a dança era exclusividade das mulheres e não ficava bem a participação de homens. A Dança do Congo ocorre geralmente durante os festejos natalinos, em janeiro e em outubro.

Marujada: Os cantos e os diálogos dominam bem mais do que a plasticidade da dança, que conta a história de uma nau perdida no mar e as peripécias da viagem que é encerrada com um milagre de Nossa Senhora. Refere-se aos conflitos entre mouros e cristãos, nas lutas que marcaram a história da Península Ibérica. Os Marujos se formam em dois cordões de participantes que falam, cantam e dançam imitando o balanço do mar ou o quebrar das ondas. Esse movimento é acompanhado da batida dos maracás feitos de latas e os participantes se apresentam vestidos de marinheiros, carregando a miniatura de um navio a vela, ladeado por bandeiras.

Pagode de Amarante: Com forte influência nas manifestações populares tradicionais do Piauí, o Pagode de Amarante é referência na dança e na música. Praticado inicialmente pelos negros, o pagode encanta pelo seu ritmo e pela constante participação de todos que o assistem. Em Amarante, que fica a 156 quilômetros ao sul de Teresina, o pagode tem seu berço, e já se tornou uma tradição. Aos sábados, os tambores invadem os terreiros das beiras dos rios Canindé e Parnaíba, mantendo uma tradição que vem de longe, dos tempos em que os negros chegaram ao Brasil como escravos comercializados pelos portugueses.

Duas vozes e tambores dão o toque básico do Pagode de Amarante. As cantigas vão surgindo, até improvisadas, mesclando-se entre as vozes dos cantadores, cujos versos às vezes saem da criação momentânea. Enquanto cantam, formam-se duas filas de participantes velhos e jovens que, aos pares, vão se cruzando sem obedecer a uma coreografia pré-estabelecida.

Pastoril: Conhecida também como Terno de Pastoras ou Pastorinhas, a dança é apresentada com duas filas de pastorinhas vestidas de blusas e longas saias, com um torço na cabeça e muitos colares no pescoço. Alguns personagens são as Ciganas, as Floristas e as Borboletas, que saem pelas ruas no período de 23 de dezembro a seis de janeiro. Ao se apresentar em uma residência, a porta deve estar fechada e somente se abre após o canto de chegada. Depois da apresentação, a dona da casa serve um lanche e o grupo faz o canto de despedida, seguindo para outra residência.

Reisado: É dançado em todo o estado e se compõe das seguintes características: quatro a seis caretas, também chamados de mascarados, se encarregam de entreter a plateia com brincadeiras, e uma orquestra de violas, rebecas, banjos, violões, pandeiros, maracás e sanfonas acompanha os cantos de um pequeno coro de mulheres, enquanto cada personagem vai se apresentando, cada um com suas músicas.

Os personagens que desfilam no Reisado são: Burrinha, Boi, Jaraguá, Cigana, Ema, Arara, Caipora, Cabeça-de-Fogo, dentre outros. Nos intervalos entre os personagens, os caretas fazem estripulias, dançam o chicote e cantam com a voz assustadora.

Roda de São Gonçalo: É uma expressão folclórica dançada em todo o estado e homenageia o santo que foi violeiro. O grupo se apresenta em duas fileiras de homens e mulheres posicionados em frente ao altar do santo, e se movimentam em círculos e em forma de cruz, fazendo reverências e dando beijos no altar.

Tambor de Crioula: Constitui-se de três grandes tambores feitos do tronco de árvores, que dão o ritmo para a dança de terreiro, em chão limpo e batido. Os cantadores tiram emboladas e as mulheres se requebram, rodopiando cercadas pelos homens que sapateiam à volta.

Bumba meu Boi: É o folguedo mais tradicional do Piauí e remonta aos tempos da colonização no final do século XVIII. De origem nordestina, a sua existência se deve às fazendas de gado, onde o boi era basicamente o centro da sobrevivência. No Piauí, as brincadeiras em torno do boi levaram à representação plástica e dramática da história de Catirina, que exibe aspectos culturais específicos relacionados à música, à coreografia, à indumentária e ao ritmo marcante.

Catirina era mulher de Chico Vaqueiro. Com a sua gravidez, desejou comer a língua do boi mais bonito da fazenda e induziu o marido a realizar o seu desejo. Chico partiu para atender à sua amada e o caso chamou a atenção de todos na região, fazendo com que o dono do boi iniciasse uma perseguição ao autor da façanha. Chico foi acusado e vários doutores foram chamados para tentar curar o boi. A história atravessa muitas peripécias, incluindo o julgamento de Chico Vaqueiro, e tudo termina em festa e dança, para comemorar a cura do boi.

Gastronomia Piauiense

No Piauí predominam pratos à base de molho, a exemplo da Galinha ao Molho Pardo, Capote ao Molho, Cozidão de Carne e Verduras ou Peixadas, todos acompanhados pelo pirão feito de farinha de mandioca. O arroz é também largamente utilizado, principalmente com outras misturas, como a Maria Isabel, também conhecido como arroz com carne-de-sol picada, ou o Arroz de Capote, uma mistura de arroz e pedaços de capote.

Alguns dos pratos típicos do Piauí são a Galinha ao molho pardo, Galinha cheia, Arroz misturado com galinha ou capote, Pirão de parida, Carneiro no leite de coco, Ensopado de ostra, Arroz de caranguejo, Torta de Caranguejo, Maria Izabel de carne de gado seca, Baião-de-dois, Paçoca de carne de gado seca, Peixe ao leite de coco, Maxixada, Feijão de piqui e Beiju de farinhada.
Também de farta mesa quando se fala de doces como Bolo de macaxeira, Manuê, Cajuína, Doce de limão ou laranja, Chapéu-de-Couro, Alfinim, Cocada e Quebra-queixo.

As farofas ou fritos, o pirão e a paçoca são alimentos indispensáveis na mesa do piauiense. “Frito” é a mistura de farinha branca com carne frita de qualquer espécie, sobretudo a carne de porco e a carne seca cortada miúda. O frito também pode ser preparado com ovos e torresmo. Os fritos de galinha caipira e de capote, a galinha d’Angola, ocupam as primeiras posições na preferência do público.

O uso de carne com caldo é outra característica típica do costume alimentar dos piauienses. Um exemplo é a carne seca picadinha ou a carne fresca moída misturada com quiabo, jerimum, macaxeira e maxixe, temperada com muito cheiro-verde, manteiga de garrafa e nata. Dependendo das misturas, recebe os nomes locais de “Quibêbe”, “Picadinho”, “Caldo de Carne” ou “Capiau”.

As manifestações populares do Piauí possuem características próprias, fundamentadas e buscadas na criação do gado, na agricultura, no povoamento e no modo de viver.
As manifestações populares do Piauí possuem características próprias, fundamentadas e buscadas na criação do gado, na agricultura, no povoamento e no modo de viver. Para sua diversificação, de muito valeram a influência portuguesa, africana, indígena e sírio-libanesa.

A literatura retrata as peculiaridades do povo, abrangendo o cordel, os provérbios, os contos, as adivinhas, o romance, os apelidos e as lendas. A pintura, num processo de criatividade e expressividade plástica, expõe a dimensão do homem, o seu ambiente e o seu universo cultural. Na escultura, o homem e a religiosidade expressionista estão presentes. As danças e os folguedos populares enriquecem o folclore. O artesanato possui características utilitárias, com peças em madeira, argila, fios de algodão, couro, fibras, palhas e cipós, cuja utilização de matérias-primas locais representa uma característica fundamental para a sua existência. A arte popular piauiense é, sem dúvida, rica, abundante e criativa.

A matéria-prima utilizada no artesanato é abundante e variada. São as fibras e palhas de buriti, babaçu, carnaúba, tucum, piaçaba, caroá, taboa, agave, além de grande variedade de cipós, de taquara e outros elementos naturais. A madeira é de excelente qualidade e a argila apresenta cores e tipos diversos.

Em toda a extensão territorial piauiense, é visível as potencialidades naturais aproveitadas na confecção de produtos artesanais. Conheça algumas das matérias-primas encontradas em abundância no estado:

Fibras: representam a matéria-prima mais utilizada pelo artesanato piauiense, notadamente trançados e tecelagem. Madeira: piquizeiro, violeta, pau d’arco, gameleira, cangalheiro e cedro. Estes vegetais são verdadeiras riquezas para o artesão piauiense.

Opala: pedra lapidada artesanalmente para uso em colares, anéis e brincos, encontrada em Pedro II, a 200 quilômetros de Teresina.

Argila: de boa qualidade, produz excelentes objetos de arte decorativa e utilitária. Em Teresina, o bairro Poti Velho concentra a melhor representação do artesanato em barro, preparado em fornos caseiros.

Couro: representa potencialmente a única atividade artesanal que utiliza matéria-prima animal. A partir dele é confeccionado o mais tradicional traje nordestino, o do vaqueiro. Com sua vestimenta completa em couro cru, constitui, por intermédio de muitos artesãos da zona rural, a resistência de uma cultura viva, cuja herança histórica se firma na criação de gado, que já deu ao Piauí a condição de maior produtor do país.

Outros artefatos populares são produzidos como bens utilitários, destacando-se a cestaria, os trançados e a cerâmica, os quais têm se mantido por gerações. São exemplos o surrão para armazenar grãos, as cestas, as bolsas, os potes ou as quartinhas para armazenar água. Esses produtos têm possibilitado a melhoria das condições de vida de muitos artesãos.

Se você aprecia uma boa cachaça, encontrou o lugar certo no Piauí. Nos fins de tarde. Um bom papo com os amigos, alguns goles, um tira-gosto maneiro, a promessa de bons momentos e o mundo se abre para o final de semana. Em um barzinho qualquer dos inúmeros que Teresina oferece o encontro é sagrado. Alguém meterá a mão no bolso e retirará um umbu quase maduro – fruta cítrica e deliciosa de que os quintais do Piauí são fartos. Aquela frutinha deverá fazer jus a umas três quem sabe quatro doses, boas doses. Talvez mais. Uma talagada, uma mordidinha; uma talagada, uma mordidinha. E assim vai o papo se arrastando. O tempo passa que ninguém nota. Mas todos se divertem com um dos mais fascinantes hábitos culturais dos piauienses – a cachaça.

Cachaça no Piauí é um assunto dominante. Por todo canto existem os que a apreciam, os que a colecionam, os que a degustam como se obedecessem a um ritual só visto entre os enólogos. Alguns a preferem gelada; outros ao natural; e outros servida em coquinhos, que a acrescentam um sabor especial, ou ainda misturada com sumo de limão e açúcar.

Olham-na contra a luz, apreciam a textura e a transparência, ou a veem encorpada, amarelada, às vezes azulada. Essas formas especiais servem para estabelecer um respeito mútuo entre o degustador e esse líquido precioso. É como se existisse uma cumplicidade do fundo da alma, um agradecimento em forma de hino de amor, acalmando os nervos, o estresse do dia-a-dia, as irritações urbanas que os acometem diariamente. Brindar é sempre agradável, e os melhores brindes são feitos em mesas de bar, depois do expediente, antes do jantar, até que o bom degustador seja conduzido aos braços de quem o aguarda. Um brinde aos amigos, os rotineiros e os novos que acabam de nos brindar com suas visitas.

Cavalo Piancó: É uma dança característica da cidade de Amarante, com uma coreografia que imita o trote de um cavalo manco. Cavalheiros e damas, distribuídos aos pares, formam um círculo e trotam de todas as formas, ora em compassos, ora apressadamente, trocando os pares e batendo firme no chão com o pé esquerdo.

Congos de Oeiras: Embora a tradição da Dança do Congo tenha chegado ao Piauí através dos negros que vieram do Pará, a sua origem é africana, do estado que lhe empresta o nome. Conta a história de um rei que recebe a visita de um embaixador de outro país e o convence a fazer uma louvação a Nossa Senhora do Rosário e a São Benedito, santos de devoção dos pobres e humildes. A encenação abre com a entrada do rei, que ocupa o trono, seguido por seu ordenança, enquanto os demais integrantes chegam para formar duas filas, um de frente para a outra e compostas de média de 6 personagens cada, com um estandarte à frente anunciando a dança. Entoam cantos de louvor com maracás, tambores, pandeiros e guisos, rodopiando para destacar as longas saias que usam e exibindo imagens dos santos. A indumentária dos dançadores é toda em cetim branco, com uma cinta branca e detalhes em vermelho e azul, finas fitas douradas e chapéus em forma de cone, com graciosos desenhos coloridos. O rei veste vermelho, com uma coroa amarelo-ouro, e o seu ordenança usa blusa azul, calça vermelha e uma espada ao lado. A dança se fixou na cidade de Oeiras. Depois de algum tempo no esquecimento, voltou na década do 80 pelo bairro do Rosário, exatamente onde a santa tem uma legião de devotos. Os homens se vestem de mulher e se pintam com maquiagens (batom, sombra nos olhos e rouge) porque, no princípio, a dança era exclusividade das mulheres e não ficava bem a participação de homens. A Dança do Congo ocorre geralmente durante os festejos natalinos, em janeiro e em outubro.

Marujada: Os cantos e os diálogos dominam bem mais do que a plasticidade da dança, que conta a história de uma nau perdida no mar e as peripécias da viagem que é encerrada com um milagre de Nossa Senhora. Refere-se aos conflitos entre mouros e cristãos, nas lutas que marcaram a história da Península Ibérica. Os Marujos se formam em dois cordões de participantes que falam, cantam e dançam imitando o balanço do mar ou o quebrar das ondas. Esse movimento é acompanhado da batida dos maracás feitos de latas e os participantes se apresentam vestidos de marinheiros, carregando a miniatura de um navio a vela, ladeado por bandeiras.

Pagode de Amarante: Com forte influência nas manifestações populares tradicionais do Piauí, o Pagode de Amarante é referência na dança e na música. Praticado inicialmente pelos negros, o pagode encanta pelo seu ritmo e pela constante participação de todos que o assistem. Em Amarante, que fica a 156 quilômetros ao sul de Teresina, o pagode tem seu berço, e já se tornou uma tradição. Aos sábados, os tambores invadem os terreiros das beiras dos rios Canindé e Parnaíba, mantendo uma tradição que vem de longe, dos tempos em que os negros chegaram ao Brasil como escravos comercializados pelos portugueses.

Duas vozes e tambores dão o toque básico do Pagode de Amarante. As cantigas vão surgindo, até improvisadas, mesclando-se entre as vozes dos cantadores, cujos versos às vezes saem da criação momentânea. Enquanto cantam, formam-se duas filas de participantes velhos e jovens que, aos pares, vão se cruzando sem obedecer a uma coreografia pré-estabelecida.

Pastoril: Conhecida também como Terno de Pastoras ou Pastorinhas, a dança é apresentada com duas filas de pastorinhas vestidas de blusas e longas saias, com um torço na cabeça e muitos colares no pescoço. Alguns personagens são as Ciganas, as Floristas e as Borboletas, que saem pelas ruas no período de 23 de dezembro a seis de janeiro. Ao se apresentar em uma residência, a porta deve estar fechada e somente se abre após o canto de chegada. Depois da apresentação, a dona da casa serve um lanche e o grupo faz o canto de despedida, seguindo para outra residência.

Reisado: É dançado em todo o estado e se compõe das seguintes características: quatro a seis caretas, também chamados de mascarados, se encarregam de entreter a plateia com brincadeiras, e uma orquestra de violas, rebecas, banjos, violões, pandeiros, maracás e sanfonas acompanha os cantos de um pequeno coro de mulheres, enquanto cada personagem vai se apresentando, cada um com suas músicas.

Os personagens que desfilam no Reisado são: Burrinha, Boi, Jaraguá, Cigana, Ema, Arara, Caipora, Cabeça-de-Fogo, dentre outros. Nos intervalos entre os personagens, os caretas fazem estripulias, dançam o chicote e cantam com a voz assustadora.

Roda de São Gonçalo: É uma expressão folclórica dançada em todo o estado e homenageia o santo que foi violeiro. O grupo se apresenta em duas fileiras de homens e mulheres posicionados em frente ao altar do santo, e se movimentam em círculos e em forma de cruz, fazendo reverências e dando beijos no altar.

Tambor de Crioula: Constitui-se de três grandes tambores feitos do tronco de árvores, que dão o ritmo para a dança de terreiro, em chão limpo e batido. Os cantadores tiram emboladas e as mulheres se requebram, rodopiando cercadas pelos homens que sapateiam à volta.

Bumba meu Boi: É o folguedo mais tradicional do Piauí e remonta aos tempos da colonização no final do século XVIII. De origem nordestina, a sua existência se deve às fazendas de gado, onde o boi era basicamente o centro da sobrevivência. No Piauí, as brincadeiras em torno do boi levaram à representação plástica e dramática da história de Catirina, que exibe aspectos culturais específicos relacionados à música, à coreografia, à indumentária e ao ritmo marcante.

Catirina era mulher de Chico Vaqueiro. Com a sua gravidez, desejou comer a língua do boi mais bonito da fazenda e induziu o marido a realizar o seu desejo. Chico partiu para atender à sua amada e o caso chamou a atenção de todos na região, fazendo com que o dono do boi iniciasse uma perseguição ao autor da façanha. Chico foi acusado e vários doutores foram chamados para tentar curar o boi. A história atravessa muitas peripécias, incluindo o julgamento de Chico Vaqueiro, e tudo termina em festa e dança, para comemorar a cura do boi.

No Piauí predominam pratos à base de molho, a exemplo da Galinha ao Molho Pardo, Capote ao Molho, Cozidão de Carne e Verduras ou Peixadas, todos acompanhados pelo pirão feito de farinha de mandioca. O arroz é também largamente utilizado, principalmente com outras misturas, como a Maria Isabel, também conhecido como arroz com carne-de-sol picada, ou o Arroz de Capote, uma mistura de arroz e pedaços de capote.

Alguns dos pratos típicos do Piauí são a Galinha ao molho pardo, Galinha cheia, Arroz misturado com galinha ou capote, Pirão de parida, Carneiro no leite de coco, Ensopado de ostra, Arroz de caranguejo, Torta de Caranguejo, Maria Izabel de carne de gado seca, Baião-de-dois, Paçoca de carne de gado seca, Peixe ao leite de coco, Maxixada, Feijão de piqui e Beiju de farinhada.
Também de farta mesa quando se fala de doces como Bolo de macaxeira, Manuê, Cajuína, Doce de limão ou laranja, Chapéu-de-Couro, Alfinim, Cocada e Quebra-queixo.

As farofas ou fritos, o pirão e a paçoca são alimentos indispensáveis na mesa do piauiense. “Frito” é a mistura de farinha branca com carne frita de qualquer espécie, sobretudo a carne de porco e a carne seca cortada miúda. O frito também pode ser preparado com ovos e torresmo. Os fritos de galinha caipira e de capote, a galinha d’Angola, ocupam as primeiras posições na preferência do público.

O uso de carne com caldo é outra característica típica do costume alimentar dos piauienses. Um exemplo é a carne seca picadinha ou a carne fresca moída misturada com quiabo, jerimum, macaxeira e maxixe, temperada com muito cheiro-verde, manteiga de garrafa e nata. Dependendo das misturas, recebe os nomes locais de “Quibêbe”, “Picadinho”, “Caldo de Carne” ou “Capiau”.

Colunista

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Teresina

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Nordeste > Piauí

Nas praças, à sombra de árvores frondosas, onde se está livre da tirania do relógio, cidade tranqüila, "a tez morena", Teresina é um convite a ficar
Parnaíba

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Nordeste > Piauí

Apresenta um grande valor histórico para o Piauí, seja nas belezas naturais, na cultura junina, nas praias de Jericoacoara ou nos lençóis maranhanses
Piripiri

Piripiri
Nordeste > Piauí

Pequena e simpática, Piripiri é a porta de entrada para o Parque Nacional de Sete Cidades
Campo Maior

Campo Maior
Nordeste > Piauí

Se caracteriza pela beleza dos campos, com a presença marcante da Carnaúba, árvore nativa, a qual tornou a cidade conhecida como “Terra dos Carnaubais”

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Ambulância – Serviço Público de Remoção de Doentes 192
Corpo de Bombeiros 193
Defesa Civil 199
Polícia Civil 147
Polícia Militar 190
Polícia Rodoviária Federal 191
Aeroporto Petrônio Portela 86 3225-2947
Agência Nacional de Saúde 0800-611997
Estação Rodoviária 86 3218-1514
Ibama 0800-618080
Procon 151
SOS-Tortura 0800-7075551
Terminal Ferroviário 86 3222-5231

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